Mais de 80% dos adolescentes continuam nas redes após proibição

Pesquisa da eSafety mostra que a maioria ainda usava alguma rede três meses após o início da regra australiana; verificação de idade segue como desafio.

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Ilustração editorial de adolescentes diante de um celular e de uma barreira digital de verificação de idade
Ilustração editorial original da FatoByte sobre verificação etária e acesso a redes sociais. A imagem é conceitual.
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  1. O que o estudo encontrou?
  2. Por que tantos adolescentes continuam conectados?
  3. Como funciona a lei australiana?
  4. A proibição fracassou?
  5. O que aconteceu com a saúde mental?
  6. O que outros países podem aprender?
  7. Perguntas e respostas
  8. Fontes consultadas
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Fontes consultadas2

A Austrália se tornou o primeiro país a aplicar uma restrição nacional de contas em redes sociais para menores de 16 anos. A medida virou referência para governos de várias partes do mundo, mas os primeiros resultados mostram que aprovar uma regra é bem diferente de conseguir aplicá-la. O novo estudo indica redução na posse de contas, porém pouca mudança no uso geral das plataformas.

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O que o estudo encontrou?

A pesquisa da eSafety comparou o comportamento de crianças e famílias antes e três meses depois do início da proibição, em dezembro de 2025. Mais de 80% dos adolescentes continuavam acessando alguma rede social.

A proporção que afirmou possuir uma conta caiu de 52% para 42%. O resultado sugere algum efeito da regra, mas também mostra que acesso e conta declarada não são a mesma coisa.

YouTube, Snapchat e TikTok apareceram entre os serviços mais usados. Algumas plataformas permitem consumir conteúdo sem entrar em uma conta, o que dificulta medir somente pela quantidade de perfis removidos.

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Por que tantos adolescentes continuam conectados?

Cerca de metade dos participantes relatou que as plataformas não verificaram sua idade ou que os sistemas os reconheceram como maiores de 16 anos.

A verificação etária pode combinar data informada, análise de comportamento, estimativa facial e documentos. Nenhum método é perfeito, e cada opção envolve custos, possibilidade de erro e questões de privacidade.

Adolescentes também podem acessar contas de terceiros, criar novos perfis ou consumir conteúdo sem login. Por isso, bloquear uma conta não elimina automaticamente todo o uso.

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Como funciona a lei australiana?

A lei exige que as plataformas abrangidas adotem medidas razoáveis para impedir que menores de 16 anos mantenham contas. A obrigação principal recai sobre as empresas, não sobre crianças ou responsáveis.

Serviços que descumprirem as exigências podem enfrentar multas elevadas. O governo investiga o comportamento das plataformas e discute ampliar os poderes de fiscalização da eSafety.

A regra não é uma proibição geral da internet. Aplicativos e serviços fora da definição legal de rede social podem receber tratamento diferente.

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A proibição fracassou?

Ainda é cedo para uma conclusão definitiva. O estudo cobre apenas os primeiros três meses de uma avaliação prevista para durar dois anos.

A queda na posse de contas indica que houve efeito, mas a permanência do uso mostra que a aplicação inicial ficou abaixo do objetivo. Fiscalização, ajustes técnicos e hábitos familiares podem mudar os resultados ao longo do tempo.

Chamar a medida de sucesso ou fracasso agora esconderia essa diferença entre efeito parcial e objetivo completo.

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O que aconteceu com a saúde mental?

Mais de 65% das crianças ouvidas afirmaram que a regra não teve impacto em sua saúde mental. O levantamento também encontrou pouca mudança no tempo diário de uso ou na migração para outras atividades.

O estudo levantou uma consequência inesperada: em alguns casos, pais passaram a ter menos conhecimento sobre os hábitos digitais dos filhos, possivelmente porque o uso ficou mais escondido.

Esses resultados não provam que redes sociais sejam neutras para todos. Eles mostram que uma única política pode produzir efeitos diferentes entre grupos e precisa ser acompanhada por educação e diálogo familiar.

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O que outros países podem aprender?

Governos que avaliam regras semelhantes precisam decidir como verificar idade sem criar coleta excessiva de documentos ou dados biométricos.

Também é necessário medir mais do que contas removidas. Uso sem login, perfis alternativos, bem-estar, privacidade e capacidade de fiscalização ajudam a mostrar o efeito real.

A experiência australiana sugere que a tecnologia de verificação, a responsabilidade das plataformas e a orientação a famílias precisam funcionar juntas.

Perguntas e respostas

Respostas diretas para as dúvidas mais pesquisadas sobre este tema.

A Austrália proibiu menores de usar toda a internet?

Não. A regra mira contas em plataformas classificadas como redes sociais para pessoas com menos de 16 anos.

Os adolescentes ou os pais recebem multa?

A obrigação principal de impedir as contas recai sobre as plataformas abrangidas pela lei.

Mais de 80% ainda tinham contas?

O dado se refere ao uso de pelo menos uma rede social. A posse declarada de contas caiu de 52% para 42%.

O resultado é definitivo?

Não. São dados dos primeiros três meses, dentro de uma avaliação planejada para dois anos.

Fontes consultadas

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