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A Apple passou a oferecer uma nova maneira de usar seus produtos nos Estados Unidos: pagar mensalmente sem comprar o aparelho no início. Apesar de parecer um parcelamento, o Apple Upgrade é um contrato de aluguel de longo prazo. Entender essa diferença é essencial, porque o valor mensal baixo não significa que o dispositivo será do cliente ao final.
O que é o Apple Upgrade?
Apple Upgrade é um programa de leasing para iPhone, Apple Watch, Mac e iPad. O contrato é fornecido pela Klarna e pode ser contratado na loja online, no aplicativo Apple Store ou em lojas físicas participantes nos Estados Unidos.
Leasing significa pagar pelo direito de usar o produto durante um período. Não é uma compra financiada: a propriedade só passa ao cliente se ele escolher e pagar a opção de compra prevista no contrato.
Quanto custa e qual é a duração?
Os valores anunciados começam em US$ 17,99 por mês para iPhone, US$ 11,99 para Apple Watch, US$ 24,99 para Mac e US$ 11,99 para iPad. O preço real depende do modelo, do prazo, dos impostos e de eventual aparelho entregue no Apple Trade In.
iPhone e Apple Watch podem ter contratos de 12 ou 24 meses. Mac e iPad usam opções de 24 ou 36 meses, embora nem todos os prazos estejam disponíveis para todos os modelos.
O que acontece no fim do contrato?
Ao final, o cliente pode devolver o dispositivo e sair do programa, pagar uma taxa única para comprá-lo ou solicitar outro aparelho por meio de um novo contrato. A troca exige devolver o produto anterior e passar por nova análise de elegibilidade e crédito.
Se nenhuma opção for escolhida, o contrato pode virar mensal por até seis meses, com possibilidade de aumento da parcela. Depois desse período, a taxa de compra prevista pode ser cobrada.
Quais cuidados aparecem nas letras pequenas?
Encerrar o contrato antes do prazo pode gerar taxas consideráveis. Seguro não está incluído, e o cliente pode pagar por perda, roubo ou danos que deixem o aparelho fora das condições exigidas para devolução.
A aprovação depende de análise de crédito. No caso do iPhone, é necessário escolher uma operadora elegível dos Estados Unidos, embora o aparelho alugado permaneça desbloqueado.
O programa está disponível no Brasil?
Não. O Apple Upgrade exige residência nos Estados Unidos, endereço americano, documento fiscal aceito no país, conta Klarna e outros requisitos locais. A Apple não anunciou previsão de expansão para o Brasil.
Valores em dólar não devem ser convertidos diretamente para imaginar uma possível mensalidade brasileira. Impostos, crédito, proteção ao consumidor e operação financeira seriam diferentes.
Alugar ou comprar: qual opção faz mais sentido?
O leasing pode interessar a quem prefere trocar de aparelho com frequência e aceita não acumular propriedade. A compra tende a ser mais simples para quem pretende usar o produto por vários anos ou revendê-lo depois.
A comparação correta deve somar todas as parcelas, impostos, proteção contra danos e a taxa de compra final. Uma mensalidade menor pode resultar em custo alto quando observada durante todo o contrato.
Perguntas e respostas
Respostas diretas para as dúvidas mais pesquisadas sobre este tema.
O aparelho fica meu no fim do Apple Upgrade?
Não automaticamente. É preciso pagar a taxa de compra prevista; caso contrário, o dispositivo deve ser devolvido ou usado em uma nova troca.
O Apple Upgrade existe no Brasil?
Não. O programa foi lançado apenas nos Estados Unidos e exige residência e documentação local.
AppleCare está incluído na mensalidade?
Não. O cliente pode contratar AppleCare separadamente, e danos, perda ou roubo podem gerar custos adicionais.
Posso cancelar antes do fim?
É possível encerrar e devolver o aparelho, mas a Apple alerta que o cancelamento antecipado pode gerar taxas consideráveis.
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