Navegar por esta matéria
O brasileiro não usa inteligência artificial apenas para fazer perguntas ou escrever textos. Uma atualização do OpenAI Signals mostra que o país se destaca na criação e na análise de conteúdo visual. O dado ajuda a entender como ferramentas multimodais estão entrando no trabalho, nos estudos e na produção de conteúdo, mas não revela o conteúdo das conversas individuais.
O que os dados mostram sobre o Brasil?
No segundo trimestre de 2026, mais de 10% das mensagens classificadas no Brasil estavam ligadas a usos multimídia. A Colômbia também ultrapassou essa marca, destacando a América Latina no levantamento internacional.
A OpenAI não publicou, no texto do anúncio, uma porcentagem exata separada para cada um dos dois países. Por isso, a conclusão segura é que o Brasil está acima de uma mensagem multimídia a cada dez, sem atribuir um número mais específico.
O que entra na categoria multimídia?
A classificação reúne pedidos de geração, análise e recuperação de mídia. Isso pode incluir criar uma imagem, interpretar uma foto enviada, trabalhar com elementos visuais ou usar vídeo em tarefas compatíveis com a plataforma.
Não significa que todas essas mensagens tenham produzido uma imagem nova. Uma solicitação para explicar o conteúdo de uma foto, por exemplo, também pertence ao universo multimídia.
Por que esse tipo de uso está crescendo?
A participação global de mensagens multimídia aumentou depois do lançamento do ChatGPT Images 2.0, em abril de 2026. Recursos mais acessíveis reduzem a distância entre uma ideia e uma peça visual que pode ser ajustada por conversa.
No Brasil, esse formato combina com atividades presentes no cotidiano digital, como criação para redes sociais, pequenos negócios, apresentações, estudo e comunicação. O levantamento mede comportamento, porém não aponta uma causa única para a diferença entre países.
Como o Brasil se compara à média mundial?
Em escala global, 7,8% das mensagens foram classificadas como multimídia. Brasil e Colômbia aparecem acima de 10%, portanto possuem uma participação maior desse uso no conjunto de mensagens elegíveis.
Mesmo crescendo, multimídia ainda fica atrás de categorias como orientação prática, escrita e busca de informações. Texto continua sendo parte central da experiência do ChatGPT.
O estudo leu conversas particulares?
A publicação apresenta estatísticas agregadas do OpenAI Signals e descreve uma análise com proteção de privacidade. O objetivo é observar tendências gerais, não expor mensagens ou identificar pessoas.
Os números consideram apenas países e mensagens elegíveis para a estimativa. Eles mostram a participação de um tipo de uso no período e não devem ser interpretados como uma contagem de todos os brasileiros que usam o serviço.
O que muda para quem cria com inteligência artificial?
O crescimento reforça a necessidade de aprender a revisar imagens, conferir direitos de uso, proteger dados pessoais e informar quando um conteúdo sintético puder enganar o público. Facilidade de criação não elimina responsabilidade.
Para empresas e criadores, o dado também indica demanda por habilidades que misturam texto e imagem. Saber descrever uma ideia, avaliar o resultado e fazer ajustes se torna tão importante quanto apertar o botão de gerar.
Perguntas e respostas
Respostas diretas para as dúvidas mais pesquisadas sobre este tema.
Mais de 10% dos brasileiros usam imagens no ChatGPT?
O dado se refere à participação das mensagens classificadas, não à porcentagem da população ou dos usuários brasileiros.
A categoria multimídia inclui apenas imagens geradas?
Não. Ela inclui geração, análise e recuperação de mídia, podendo envolver imagens, vídeos e outros formatos compatíveis.
Qual é a média mundial de mensagens multimídia?
A participação global informada pela OpenAI chegou a 7,8% no período analisado.
O levantamento revela o conteúdo das conversas?
Não. A divulgação apresenta tendências agregadas e não expõe mensagens individuais dos usuários.
Continue pesquisando
Os links abaixo levam às fontes usadas para conferir as informações deste artigo.
