Navegar por esta matéria
Por alguns minutos, a Lua ficará exatamente entre a Terra e o Sol para observadores localizados em uma faixa estreita do planeta. O eclipse de 12 de agosto será especialmente marcante na Europa porque a totalidade chegará à Espanha perto do pôr do sol. Além do espetáculo, aviões e balões científicos usarão a sombra lunar para investigar a coroa solar e mudanças na atmosfera.
Onde o eclipse total será visível?
A faixa de totalidade atravessará uma pequena região do norte da Rússia, partes da Groenlândia e da Islândia, o Atlântico, a Espanha e uma pequena área no extremo noroeste de Portugal. Fora dessa faixa, o Sol não ficará completamente coberto.
Partes do Canadá, norte dos Estados Unidos, grande parte da Europa e o noroeste da África verão um eclipse parcial. Em áreas da Europa continental e da África, o Sol poderá se pôr ainda parcialmente encoberto.
Será possível assistir do Brasil?
Não. Os mapas de visibilidade publicados pela NASA não incluem o território brasileiro para esse eclipse. Portanto, não haverá fase parcial nem total observável do país.
A alternativa será acompanhar pela internet. A transmissão oficial da NASA está prevista para começar às 13h15 no horário do leste dos Estados Unidos, equivalente a 14h15 no horário de Brasília.
Quanto tempo a totalidade vai durar?
A duração muda conforme o local. Perto do centro da faixa, em áreas da Groenlândia, Rússia e Atlântico Norte, a totalidade ficará abaixo de dois minutos e meio. Em solo, o maior tempo informado pela NASA é de aproximadamente dois minutos e 18 segundos.
Na Espanha e no pequeno trecho de Portugal, o evento acontecerá no fim do dia. Horizonte livre e condições meteorológicas serão decisivos porque o Sol estará baixo.
Por que a NASA usará um avião?
Um jato de pesquisa WB-57 levará quatro câmeras a cerca de 50 mil pés de altitude. Voando ao longo da sombra a aproximadamente 740 quilômetros por hora, ele poderá observar a coroa por quase três minutos e ficar acima das nuvens.
As câmeras registrarão luz visível e infravermelha para estudar estruturas, fluxos e mudanças rápidas na atmosfera externa do Sol, que atinge temperaturas próximas de um milhão de graus.
O que os balões científicos vão medir?
Na Islândia, equipes lançarão dezenas de balões antes, durante e depois do eclipse para medir como a redução repentina de luz altera a camada mais baixa da atmosfera.
Na Espanha, seis balões usarão câmeras de 360 graus para registrar a sombra e instrumentos para medir ozônio. Pesquisadores querem comparar os resultados com eclipses de 2023 e 2024.
Como observar um eclipse com segurança?
Nunca olhe diretamente para o Sol sem proteção adequada durante as fases parciais. Óculos escuros, radiografias, câmeras e filtros improvisados não bloqueiam a radiação necessária para proteger os olhos.
Use óculos de eclipse ou visor solar que atenda ao padrão ISO 12312-2 e esteja em boas condições. Somente quem estiver dentro da faixa de totalidade poderá retirar a proteção durante o breve momento em que o disco solar estiver completamente coberto, recolocando-a assim que a luz reaparecer.
Perguntas e respostas
Respostas diretas para as dúvidas mais pesquisadas sobre este tema.
O eclipse de 12 de agosto será visível no Brasil?
Não. O Brasil está fora das áreas de visibilidade total e parcial indicadas pela NASA.
Que horas começa a transmissão da NASA?
A transmissão está prevista para 14h15 no horário de Brasília, em 12 de agosto de 2026.
Onde será possível ver a totalidade?
Em uma faixa que cruza norte da Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e uma pequena parte de Portugal.
Óculos de sol comuns protegem os olhos?
Não. É necessário usar visor solar próprio para eclipses, compatível com o padrão ISO 12312-2.
Continue pesquisando
Os links abaixo levam às fontes usadas para conferir as informações deste artigo.
