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A imagem parece mostrar um rosto cercado por uma juba, mas registra uma etapa real da morte de uma estrela. O James Webb observou a Nebulosa do Leão em comprimentos de onda que revelam gás e poeira difíceis de estudar apenas em luz visível. A comparação com o Hubble ajuda astrônomos a entender como o material ejetado está sendo destruído, iluminado e empurrado para o espaço.
O que é a Nebulosa do Leão?
NGC 2392 é uma nebulosa planetária, nome dado às conchas de gás e poeira liberadas por uma estrela de baixa massa no fim de sua vida. Apesar do termo, ela não possui relação com planetas.
A estrutura recebeu o apelido de Nebulosa do Leão porque bolhas centrais lembram um rosto, enquanto uma camada mais externa parece formar uma juba. O formato é uma interpretação visual de processos físicos complexos.
O que o James Webb conseguiu enxergar?
A NIRCam registra o infravermelho próximo e a MIRI observa comprimentos de onda médios. Combinadas, elas destacam uma névoa de gás ionizado, anéis e aglomerados compactos de poeira.
O Hubble já havia fotografado o objeto em luz visível em 2000. A vantagem do Webb está em atravessar parte da poeira e separar estruturas que em outras imagens parecem misturadas.
O que existe no centro da imagem?
O ponto brilhante central é uma anã branca, o núcleo muito quente deixado pela estrela que perdeu suas camadas externas. Sua radiação energiza o gás ao redor e ajuda a criar a bolha que forma o rosto do leão.
A estrela original era rica em oxigênio e possuía massa relativamente baixa. Estrelas assim não explodem como supernovas; elas pulsam, liberam material e terminam como anãs brancas.
Como surgiram a juba e as caudas?
A chamada juba é o interior de uma camada de poeira iluminada pela anã branca. Nas bordas aparecem aglomerados compactos que resistiram à radiação e protegem o material localizado atrás deles.
Essa proteção cria formas parecidas com caudas de cometa. O MIRI também mostra poeira sendo destruída enquanto alguns filamentos conseguem sobreviver por mais tempo.
As cores da imagem são reais?
Os instrumentos detectam comprimentos de onda infravermelhos, invisíveis aos olhos humanos. A equipe atribui cores visíveis aos filtros para representar diferenças de emissão, temperatura e composição.
Isso não torna a imagem falsa. É uma tradução científica de dados invisíveis para uma forma que permite comparar estruturas. O aspecto não seria exatamente o mesmo visto a olho nu.
Quanto tempo a nebulosa ainda existirá?
A NASA estima que o material continue se afastando e a forma do leão se disperse em aproximadamente 10 mil anos. Para a astronomia, esse é um intervalo relativamente curto.
Observar a nebulosa agora registra uma etapa temporária do ciclo estelar. O gás e a poeira liberados poderão se misturar ao espaço e participar da formação de futuras estrelas e sistemas planetários.
Perguntas e respostas
Respostas diretas para as dúvidas mais pesquisadas sobre este tema.
A Nebulosa do Leão é formada por planetas?
Não. Nebulosa planetária é o material expelido por uma estrela de baixa massa no fim de sua vida.
Qual estrela aparece no centro?
É uma anã branca, o núcleo quente que restou da estrela original.
Por que as imagens possuem cores tão fortes?
As cores traduzem dados infravermelhos invisíveis e ajudam a diferenciar estruturas e materiais.
A nebulosa permanecerá com esse formato?
Não. O gás e a poeira continuam se expandindo e deverão se dispersar em cerca de 10 mil anos.
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