NASA encontra na Lua cratera de 222 metros formada em 2024

Imagens de antes e depois revelaram a McGetchin, criada por um impacto raro; tamanho do objeto e frequência são estimativas dos pesquisadores.

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Ilustração conceitual em estilo gráfico de uma sonda mapeando uma cratera lunar recente cercada por raios claros e um halo escuro
Ilustração editorial original da FatoByte sobre a descoberta da cratera McGetchin. A cena é conceitual e não é uma fotografia nem uma imagem oficial da NASA ou da missão LRO.
Navegar por esta matéria
  1. Como a cratera foi descoberta?
  2. O que está confirmado e o que foi estimado?
  3. Por que esse impacto é considerado raro?
  4. O que é a faixa mais fria ao redor da cratera?
  5. A descoberta muda os planos para voltar à Lua?
  6. Por que a LRO conseguiu encontrar algo que ninguém viu acontecer?
  7. Perguntas e respostas
  8. Fontes consultadas
Leitura7 min
Pontos explicados6
Fontes consultadas4

A Lua parece imóvel quando vista da Terra, mas sua superfície continua mudando. Durante uma verificação de rotina, um especialista encontrou numa montagem de imagens uma mancha brilhante cercada por um halo escuro. Comparações de alta resolução mostraram que não era apenas iluminação: um impacto recente havia aberto a maior cratera de formação nova já identificada por esse tipo de observação no Sistema Solar, segundo a NASA.

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Como a cratera foi descoberta?

Robert Wagner, especialista em processamento de imagens que trabalha com a Lunar Reconnaissance Orbiter Camera, encontrou a mudança em 24 de outubro de 2025. Ele comparava centenas de imagens amplas tiradas em anos diferentes com um software que destaca qualquer alteração de brilho na superfície.

Uma sequência anterior, feita em 2011, não mostrava o sinal. Imagens do verão de 2025 revelavam material claro espalhado ao redor de um ponto escuro. Observações posteriores da câmera de ângulo estreito, inclusive em março de 2026, mediram a cavidade e os efeitos no terreno.

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O que está confirmado e o que foi estimado?

A comparação de imagens confirma que a cratera surgiu entre 11 de abril e 22 de maio de 2024. Ela mede 728 pés, cerca de 222 metros, de uma borda à outra e 141 pés, aproximadamente 43 metros, de profundidade. A União Astronômica Internacional aprovou o nome McGetchin em homenagem ao cientista lunar Tom McGetchin.

O objeto não foi filmado no momento da queda. Com base na cratera e no material lançado, os pesquisadores calculam que era um asteroide ou cometa comparável a um prédio de três a seis andares. A natureza exata, o tamanho e a energia ainda dependem de modelagem e de análises futuras.

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Por que esse impacto é considerado raro?

Cientistas estimam que uma colisão capaz de produzir uma cratera desse porte ocorra na Lua aproximadamente uma vez por século ou em intervalo ainda maior. A missão LRO já identificou ao menos mil crateras novas e cerca de 100 mil outras mudanças, mas a maioria vem de objetos muito menores.

Sem uma atmosfera densa para frear ou destruir rochas, projéteis alcançam a superfície lunar com facilidade. Ainda assim, um corpo do porte estimado para McGetchin é incomum. A taxa de uma vez por século é estatística e não funciona como calendário para o próximo impacto.

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O que é a faixa mais fria ao redor da cratera?

O instrumento térmico Diviner detectou uma região com cerca de 6,4 quilômetros de largura que fica aproximadamente 9 °C mais fria do que os arredores durante a noite lunar. Essa área é muito maior que a cavidade visível.

O estudo atribui o resfriamento ao rególito revolvido pelo choque. Quando a camada de poeira e fragmentos fica mais fofa e menos densa, retém menos calor. O resultado mostra que um impacto pode modificar propriedades do terreno muito além da borda da cratera.

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A descoberta muda os planos para voltar à Lua?

Ela não indica uma ameaça imediata a uma missão específica. Serve, porém, como observação moderna para estimar com que frequência impactos ocorrem e até onde seus efeitos mecânicos e térmicos alcançam — dados relevantes para bases, equipamentos e rotas de veículos.

O rególito alterado pode reagir de maneira diferente às rodas de um rover, e detritos lançados atingem uma área maior que a cavidade. Projetistas precisam combinar esse risco raro com radiação, poeira, temperatura e outros desafios mais frequentes da operação lunar.

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Por que a LRO conseguiu encontrar algo que ninguém viu acontecer?

Há mais de 17 anos, a sonda mapeia topografia, composição, temperatura e radiação da Lua. Repetir imagens dos mesmos locais cria uma linha do tempo: o que permaneceu igual tende a desaparecer na comparação, enquanto mudanças viram pontos claros ou escuros.

O método gera muitos falsos alarmes causados por sombras e diferenças de iluminação, por isso a confirmação exige inspeção humana e novas imagens. Em McGetchin, o padrão de detritos ocupava centenas de pixels e se destacou imediatamente, mas as dimensões só foram estabelecidas depois com a câmera de maior resolução.

Perguntas e respostas

Respostas diretas para as dúvidas mais pesquisadas sobre este tema.

O impacto foi visto em tempo real?

Não. A data foi delimitada comparando imagens tomadas antes e depois. O objeto e sua energia foram estimados a partir da cratera e dos detritos.

A cratera McGetchin oferece risco à Terra?

Não. Ela já se formou na Lua em 2024 e não representa ameaça conhecida ao nosso planeta.

Um impacto assim acontece exatamente a cada cem anos?

Não. A expressão descreve uma frequência estatística estimada. Dois eventos podem ocorrer mais próximos ou separados por um intervalo muito maior.

Por que a região ao redor ficou mais fria?

O choque deixou o rególito mais solto e menos denso, reduzindo sua capacidade de reter calor durante a noite lunar.

Fontes consultadas

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